Na Justiça

Jovem disse não querer representar contra taxista, e caso de estupro é arquivado

Foi arquivado o processo que tramitava contra o taxista de 31 anos indiciado por estupro em Santa Maria. O arquivamento do caso, feito pelo juiz Ulysses Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, foi na quinta-feira. 

O arquivamento aconteceu depois que a jovem de 18 anos afirmou ao Ministério Público não ter interesse de representar contra o taxista criminalmente. Como ela é maior de idade, em casos como esse, o MP não dá continuidade ao caso. 

Taxista é indiciado por estupro em Santa Maria

No despacho, o juiz diz que considerando que a vítima, maior de 18 anos, expressamente, manifestou desejo de não representar criminalmente contra o suposto autor do fato investigado nestes autos, acolho a promoção do Ministério Público e, pelos fundamentos nela expostos, determino o arquivamento do expediente, com fulcro no art. 18 do Código de Processo Penal.

– Entendemos isso como um ato de retratação. Isso mostra que o meu cliente estava falando a verdade desde o começo, que não houve estupro. Se ela fosse estuprada, não teria voltado atrás – explica Tiago Souza, advogado criminalista que defendia o taxista. 

A reportagem do Diário entrou em contato com o advogado da jovem, que pediu que retornasse a ligação mais tarde. Depois disso, a reportagem tentou ligar para ele três vezes, mas, em todas as tentativas, o celular caiu na caixa postal. 

O CASO 

Na madrugada do dia 10 de junho, o taxista foi preso em flagrante sob suspeita de ter estuprado uma jovem de 18 anos. Antes disso, ele teria transportado ela e a irmã dela, de 22 anos, de uma festa no campus da UFSM até o Centro. Depois de a irmã dela descer do veículo, eles teriam continuado a corrida porque a jovem precisava buscar a chave da casa que estava com um amigo. Nesse momento, ela teria dito que não teria dinheiro para pagar pela corrida e, conforme a ocorrência, teria sido obrigada a fazer sexo oral com o homem. 

Taxista investigado por estupro tem liberdade provisória concedida

Depois de ter sido preso em flagrante, o taxista teve a prisão convertida em preventiva e ficou quatro dias na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm) até ter o pedido de liberdade provisória concedido. No dia 21 de junho, ele foi indiciado e, até então, respondia ao processo em liberdade.


Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Anterior

10 concursos públicos com inscrições abertas no Estado

Próximo

Homem é esfaqueado em assalto

Geral